Ao menos nove prefeitos do sudoeste do Paraná tiveram os telefones celulares hackeados e foram vítimas de uma quadrilha de golpistas que pedia dinheiro a familiares e amigos em nome deles.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, com o apoio do Núcleo de Investigações de Crimes Cibernéticos.

Uma das vítimas é o prefeito de Nova Esperança do Sudoeste, Jair Stange. Em uma das mensagens enviadas ao grupo da família dele, o golpista pergunta quem usa aplicativos de banco no celular.

Depois, em conversas privadas, o criminoso convence os contatos a fazerem transferências de dinheiro para contas indicadas. Quatro parentes e um vizinho de Stange caíram no golpe e chegaram a transferir R$ 10 mil para a quadrilha.

Uma das vítimas entrou em contato com o banco e foi informada que o dinheiro havia sido sacado 13 minutos depois da transferência em um caixa eletrônico que fica em uma farmácia no Maranhão. Os golpistas também usaram o dinheiro para fazer compras pela internet.

Segundo o prefeito, ele teve o celular invadido na quinta-feira (10), quando participava da inauguração do aeroporto de Pato Branco e ficou sem sinal.

Para que ninguém mais caísse no golpe, ele divulgou um vídeo nas redes sociais alertando sobre a ação dos criminosos.

O celular do prefeito de Bom Jesus do Sul, Cezar Bueno, também ficou sem sinal na quinta-feira, quando ele visitava a área rural do município. O alvo foram os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

“Se passando por mim, deram ordens para equipe do financeiro, pedindo saldos das contas do Fundeb, que era para fazer uma transferência para pagar uma nota no valor de R$ 35 mil”, contou ao destacar que os funcionários chegaram a ser ameaçados de demissão, caso não fizessem o que estava sendo ordenado.

Os servidores desconfiaram da conta indicada, em nome de uma pessoa e não de uma empresa, e não fizeram a transferência.

No sábado (12), os golpistas invadiram o celular do prefeito de Salgado Filho, Helton Pfeifer. Apesar de ele já estar alertado sobre o golpe, não conseguiu avisar os contatos a tempo.

“Eu fiquei sem sinal, sem acesso ao whatsapp, sem acesso a nada do meu celular, foi quando disseram que não havia crédito na conta e pediram emprestados R$ 800 para pagar um boleto. Algumas pessoas desconfiaram e me ligaram. Mas, duas infelizmente caíram no golpe”, disse.

O dinheiro foi para uma conta também no Maranhão.

Pessoas públicas

“Esses casos começaram no final do ano passado aqui no estado. Pessoas públicas são as visadas porque geralmente têm um reconhecimento da sociedade. São pessoas que, possivelmente, se pedirem dinheiro para alguém esta pessoa vai tentar auxiliar”, comentou o delegado Ricardo de Moraes.

Ainda de acordo com o delegado, a suspeita é de que os golpistas agem para concretizar a invasão aproveitam alguma brecha do sistema quando os celulares estão fora da região em que foram habilitados e estão usando dados em roaming.

Fonte:G1

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