O Projeto Onças do Iguaçu catalogou mais um assassinato de onça no Parque Nacional do Iguaçu. Desta vez o caso foi registrado na região de Capanema, mas não se sabe precisar onde a onça-parda – uma fêmea puma adulta – foi alvejada. Segundo a coordenadora executiva do projeto, a bióloga Yara Barros, o animal foi encontrado morto com a marca de um tiro no peito. O corpo estava boiando no Rio Iguaçu bastante inchado indicando processo de decomposição.A suspeita é de que a onça tenha sido atingida no fim de semana.

Entre os possíveis agressores podem estar caçadores, moradores que tiveram animais atacados pela felina, ou pelo simples fato de as pessoas terem medo dela. Ainda de acordo com a bióloga, não foi possível identificar a idade do bichano. Também não há levantamento de quantas iguais existam no parque. O projeto coletou material de pele para análise genética e a cabeça será usada para ações educativas. “É importante aumentar a tolerância das pessoas sobre os grandes felinos, da existência entre onças e seres humanos.

Estamos fazendo um trabalho com as comunidades ao redor do parque para que isso ocorra, iniciamos esse trabalho há um mês”, reforçou. Além de ser ilegal, a caça leva à prisão, além de pagamento de multas. O assassinato do animal, mesmo que sem fins de caça, também é ilegal. Quem tiver informações sobre a autoria do crime pode denunciar para o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), ao ICMBio e/ou à Polícia Florestal. Neste momento o projeto trabalha com o censo 2018 para contagem de onças no parque nacional, só que as pintadas. O levantamento chega neste momento à metade e, na última contagem em 2016, estimava-se a presença de 22 delas em 185 mil hectares do Parque.

Moradores do entorno do Parque Nacional na região de Capanema denunciam o abandono da área. Segundo eles, é comum encontrar sevas preparadas para a captura de animais, palmitos nativos com corte ilegal derrubados e até um grupo de trabalhadores que vigia o parque e que teria sido ameaçado por caçadores.

FONTE: INTERATIVA FM

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